Capítulo encerrado

Faz algum tempo que tento me convencer do contrário, até cheguei a criar novos planos, mas simplesmente não vejo motivo pra continuar. Tentei, também, organizar os pensamentos antes de escrever este texto, mas é tudo muito extenso pra expor em plataformas que prezam pela comunicação resumida…

De qualquer forma, a verdade é que, depois de 4 livros e mais de 450 posts (quase todos poemas e crônicas), não faz mais sentido escrever. Pelo menos não para que outras pessoas leiam.

Tenho me dedicado diariamente à escrita – mesmo trabalhando 8 horas por dia pra outra pessoa –, buscando resultados que simplesmente não vêm. E deixe-me contar uma coisa pra vocês: é exaustivo.

O principal, porém, é que me percebi um estranho dentro da minha lógica. Senti vontade de me tornar alguém que não sou, pois quem sou, aparentemente, não me permite viver de literatura. E eu não quero ser esse homem que precisa expor algo além de sua poesia pra viver dela, isso não faz sentido pra mim.

Além disso, as redes sociais, apesar de terem me ajudado a alcançar mais leitores, são extremamente tóxicas e vazias, não me contemplam e, sinto, não merecem meu tempo, o qual tem sido consumido por elas em busca de um reconhecimento desnecessário. Não me sinto parte disso tudo, apesar de ter desejado sentir, ato que me levou a perceber o caminho que estava seguindo e, sinceramente, me fez sentir decepcionado comigo mesmo.

Ainda, editoras não se interessam pelo que escrevo, sequer consegui, em anos de dedicação, ser avaliado por elas, o que tornou, meu caminho ainda mais solitário e árduo, pois sem apoio, não consigo produzir algo do qual eu tenha orgulho.

Sendo assim, informo que meu site estará disponível até março do ano que vem, pois renovei o contrato do domínio antes de tomar essa decisão. Os perfis do Instagram e do Twitter serão desativados daqui uma semana. Meus livros continuarão disponíveis na Amazon até meu site sair do ar.

Agradeço a todos que leram meus textos, independentemente da plataforma, e também àqueles que, em qualquer instância, me ajudaram.

Fiquem bem e em casa, inté, Migor.