Convivência

monster

Sentia que ainda estava sonhando, porém era a realidade que tinha ressoado naquela noite que durou os últimos segundos mais importantes do pesadelo, aqueles nos quais tudo foi revivido. Ela continuaria o dia conforme encontrasse forças pra se esquecer do trauma, até que ele aparecesse novamente. Era um monstro particular. Não o alimentava, mas sabia que ele moraria nela pra sempre, por isso, ela se nutria para combatê-lo: religião, amigos, família, amor. Ainda assim, era frustrante saber que algum poder ele sempre teria sobre ela. Naquele dia, então, antes de continuar a resistência, sentou-se na cama e chorou, porque parte do processo de tentar enfraquecer o monstro, era mostrar a ele que ela tinha sentimentos.