Entrelaçados

hands

Na bifurcação
onde se cruzam
os caminhos individuais
a confluência desafia

te encontro insatisfeito
desprezado por sua luz
desejado por sua escuridão

nos seus pulmões o ar rarefeito
no seu coração nada se produz
e seu cérebro ruma à destruição

Minhas mãos te abraçam
e te digo sem falar
nossos destinos deram nó
para em seguida desatar

agora que sabemos como
podemos nos amarrar
mas não bastará querer
se não deixarmos o passado passar