Minha experiência como autor independente – parte I: o mercado*

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O caminho dos autores rumo à publicação é variado, se antes as editoras disponibilizavam um endereço para envio de originais, agora, sem contatos ou agente literário (ou seja, sem investimento financeiro), é quase impossível adentrar o mercado editorial.

Nesse sentido, plataformas como o Kindle Direct Publishing (KDP), Wattpad, Kobo Writing Life, Clube dos Autores, etc., ajudam na exposição dos trabalhos e no angariamento de leitores. Além disso, o Instagram e o Facebook são bons aliados, mas pedem um pequeno investimento para que o alcance das publicações vá além das hashtags.

De qualquer forma, esse tem sido meu caminho: publicações diárias no Instagram (@igorautor) e no meu site pessoal (autorias.com.br), bem como o lançamento de livros na Amazon. Sucesso? Depende do ponto de vista. Ainda não vivo do dinheiro que recebo das vendas e, tirando as capas dos livros e as sinopses, faço tudo sozinho.

O que ressalto é que o exercício diário de escrita, me ajudou (e ajuda) a desenvolver minha técnica, culminando na publicação de “Um poema para cada dia em que não te vi”, com o qual obtive um gostinho do que o KDP pode fazer por um autor independente.

É claro que os livros impulsionados por editoras têm mais chances de conquistar um maior número de leitores. Todavia, sozinho e em um ano, alcancei o quarto lugar de livro mais lido na categoria de poesia da Loja Kindle. Considerando que meu exemplar está disponível apenas no formato de eBook, acredito que é uma ótima conquista.

Grande parte desses leitores vêm do Kindle Unlimited, uma espécie de assinatura que permite ao público ler diversos livros sem comprá-los e paga os autores por páginas lidas. Esse esquema de venda mantém meu livro no top 10 há duas semanas, o que, sabemos, é difícil no campo da poesia.

Como mencionei, há diversos caminhos para entrar no mercado editorial, o meu me serviu porque pude ir direto para o meu público, o que quebrou o medo da crítica e me permitiu colher resultados que, mesmo pequenos, mostraram que é possível continuar a escrever poesia.

*Artigo publicado originalmente no LinkedIn.