Minha experiência como autor independente – parte II: a crítica*

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Como todo autor (talvez principalmente os independentes), eu também tinha/tenho medo da crítica. No post anterior, comentei que não esperar uma editora considerar meu livro “publicável” me ajudou a superar uma parte do medo da opinião alheia, aquela que impede uma pessoa de expor seu trabalho.

Mas ficam os questionamentos: as avaliações são justas? Notas e resenhas importam? Bom, é possível que essas perguntas só sirvam para refletirmos sobre o assunto, posto que as respostas são muitas e cheias de experiências individuais, que sem dúvida guardam um pouco de verdade comum.

No meu caso, para lidar com a crítica, é fundamental ter apoio de quem me conhece pessoalmente. Daí, alguns dirão: vida pessoal não se mistura com a profissional. Todavia, a realidade é que sem amigos e familiares me apoiando, é mais difícil ler críticas negativas. Eles sabem o que me custa escrever meus textos, o quanto me entrego à escrita, reconhecendo minha obra, quem sabe, pela dedicação que tenho, mais do que pelo conteúdo, algo bem utópico, eu sei, mas essencial para que eu continue a escrever.

Além disso, não serei injusto com a dor de ninguém e dizer que é necessário aprender com as críticas negativas, porque só alguém pouco realista não considera o quanto isso machuca. Afinal, é o seu tempo, seus sentimentos e pensamentos ali, em texto, e alguém não gostou. Isso dói.

Apesar de alguns tratarem isso como trabalho e, portanto, mais focado na produtividade e num suposto “aprimoramento”, eu não consigo e nem quero ignorar o fato de que é triste alguém classificar sua obra como ruim, pois naquele momento, aquele foi o seu melhor e você mesmo viu o material dessa forma.

Sendo assim, nem sempre as avaliações são justas, porque como pessoas, queremos empatia. Como autores, por outro lado, devemos saber que, depois que publicamos a obra, ela está fadada à crítica, ou seja, não está sob nossa responsabilidade. Para lidar com isso, eu prefiro me apegar às críticas boas, não apenas de familiares e amigos que leram minhas obras, mas de desconhecidos que me deram uma chance.

Retirado do Goodreads.
Retirado do Goodreads.
Retirado da Amazon.
Retirado da Amazon.
Retirado da Amazon.
Retirado da Amazon.
Retirado do Instagram.
Retirado do Instagram.

Prefiro me ater a comentários como esses, pois entendo que eles têm mais valor para mim como autor e pessoa (nem deveria separar os dois, mas beleza). Eles demonstram uma conexão importante. São poucos, mas significativos e era algo que eu sequer esperava.

Nesse sentido, resenhas e notas importam, porque nos mostram que existem pessoas sentindo e pensando como nós. Além disso, é curioso pensar o que elas viram na obra que criou esse laço, o que as surpreendeu positivamente, o que elas perceberam que talvez nem o autor viu, mas escreveu.

É possível que este espaço seja pequeno para o tamanho dessa polêmica paradoxal que, como se vê, tem respostas bem pessoais, mas como conheço o medo da crítica, pensei que seria no mínimo interessante analisar um pouco o caminho que sigo, sem nem ao menos saber que ele existia.

Já que estou aqui, como exercício de superação do medo de críticas, peço que leia meus livros (Um poema para cada dia em que não te vi e Cinza São Paulo) ou meus textos no Instagram e deixe sua opinião.

*Artigo publicado originalmente no LinkedIn.