Narciso condenado

O silêncio valia o que ele não era
Mas a boca se atrevia a falar
Sem respiração e sem espera
Uma presa que prefere atacar

Como um desejo não realizado
Deixou-se na mesa saborear
A tristeza de ser condenado
Sem ter a chance de se retratar

Uma refeição cheia de medo
Que ele preferiu devorar
Antes que apontassem o dedo
E até seu desgosto ter que partilhar