Nosso.

Eu falei: “você não é nada do que eu procuro, mas é tudo o que eu precisava achar”; começamos; beijamos; rimos; fomos; e cada dia parecia um novo ano; um novo começo; uma nova estrada com as mesmas direções, o mesmo carro dirigindo rumo ao horizonte; com você do lado; parecia infinito.

O espírito falou: “vocês são duas árvores que cresceram juntas e, depois de um tempo, já ninguém pode dizer qual galho é de quem”; e continuamos; mudamos; fomos; nos isolamos do nosso mundo; choramos; voltamos e tentamos encaixar rotina no amor; cansamos; retomamos.

Você disse: “eu te amo”; e eu já sabia, sorri; aceitei; reformamos; estudamos; rezamos; viajamos e você parecia triste; eu fiquei triste; mas fomos; a estrada escureceu e não sabíamos o motivo; os corações ainda batiam em sintonia; tudo parecia certo; planos feitos; e o que não podíamos ver, não questionávamos, aceitávamos.

A cigana disse: “eu tentava ver o que existia de positivo no mundo”; e você falou por ela, convenceu meus ouvidos; então, quando a estrada chegou ao fim, eu sabia que tínhamos encontrado o que nos foi prometido: você e eu; nosso destino; foi como deveria ter sido: lindo; florido; colorido; escuro; difícil; generoso; nosso.