Reflexões: sobre a empatia

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Pense na coisa mais simples que você faz no seu dia a dia. Agora, imagine ser impedido de fazê-la. Para realizar essa ação tão banal, agora, na sua imaginação, você precisará da ajuda de alguém. Porém, considere que essa pessoa também tem uma rotina, tarefas a fazer e, consequentemente, não pode te auxiliar imediatamente. Imaginou? Talvez tenha considerado como é bom tomar banho ou como é prazeroso cozinhar sua própria comida. Não, talvez tenha pensado algo ainda mais simples, pensou como é gostoso dormir na sua própria cama, na posição que quiser. Todas as ações que vieram à sua cabeça são importantes na sua vida. Portanto, reflita sobre como algo tão simples pode ser tão significativo. Essa não é uma questão de espiritualidade, traga essa ação que imaginou para a complexidade da vida, entenda como é possível que tudo, absolutamente tudo mude daqui a poucos segundos e você já não possa mais realizar a coisa mais habitual do seu dia a dia. Provavelmente, não sentirá, mas perder essa liberdade dói muito. Penso que entender isso é importante, pois ajuda a cultivar a humildade e, principalmente, a empatia. Nesse sentido, pergunto: quem, hoje, você conhece que precisa de auxílio para realizar algo comum como escovar os dentes? Ajude essa pessoa, mas também a si mesmo. Valorize os atos triviais como dançar, abraçar, cozinhar, ler, conversar, o que seja, pois são essas coisas consideradas insignificantes que farão mais falta quando, porventura, estivermos impedidos de realizá-las. Seja empático, por favor, pois as pessoas que já estão nessa situação sempre guardam um pouco de remorso e nostalgia pelo que não conseguem mais fazer sozinhas.