Resenha: Com a maturidade fica-se mais jovem (Hermann Hesse)

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Neste livro, publicado pela editora Record, pode-se presenciar Hermann Hesse sendo sincero e poeticamente analítico sobre um tema sensível: a velhice. Mais do que isso, a própria velhice.

Entre mini-ensaios, poemas e excertos, o autor consegue transpor o papel de mestre, tornando-se, se o leitor deixar, em um amigo que compartilha um conhecimento adquirido com o tempo.

A relação com a morte não é, portanto, ilusão ou fantasia, e sim uma realidade que faz parte da minha vida. Conheço bem a tristeza da transitoriedade, e posso até senti-la em cada flor que murcha. Mas é uma tristeza sem desespero.

Amadurecer é tornar-se jovem, porque, segundo as filosofias religiosas presentes no livro e em outras produções de Hesse, fica-se mais próximo de uma nova encarnação. Faz sentido, então, que ele aprenda a aceitar a morte que define como “vinda de dentro”, como parte dele e do que é a vida humana.

Uma leitura incrível para quem quer acalmar-se com as análises carinhosas de Hesse.