Sem sinal

A tela do celular brilhou. Os olhos leram. Era ele. Imediatamente, e não figurativamente, sentiu o coração parar, como se uma pressão no músculo o estivesse impedindo de continuar batendo. Alguns segundos depois, pegou o celular. Sim, era ele. Digitou o código e abriu a mensagem. Oi, tudo bem? Estou me mudando de país e queria te encontrar para me despedir, pois não sei quando volto. Novamente, sentiu a pressão muscular. A decisão de responder ou não à mensagem poderia gerar dois finais. Ele não queria nenhum deles. Foi necessário criar um terceiro. Bateu o celular na quina da mesa, rompendo toda a tela. Comunicação com ruído, às vezes, precisa ser impedida.